Quem mora no interior paulista não escolhe pegar a estrada. Precisa dela para trabalhar em outra cidade, fazer faculdade, levar o filho ao especialista ou visitar os pais no fim de semana. Quem mora na capital e precisa ir para qualquer lugar também tem na estrada o seu caminho. E a cada ano aparece uma praça nova no caminho. O pedágio virou um imposto a mais sobre quem já não tem outra opção, e pesa mais em quem ganha menos.
Em 2025 lancei, com o vereador Leandro Sartori, de Itapira, e a deputada federal Sâmia Bomfim, o movimento Pedágio Não! Nossa região não está à venda. Rodamos cidades, reunimos moradores, prefeitos e vereadores de vários partidos contra as novas praças. Em 2026 peguei a estrada de São Carlos a Campinas e fiz a conta, praça por praça, do que o paulista gasta só para circular pelo próprio estado. O valor é absurdo.
O governo do estado diz que é o único jeito de investir nas rodovias, mas não é! É uma escolha política: transferir para o bolso do motorista um custo que deveria ser do Estado, enquanto as concessionárias batem recorde de lucro.
Na ALESP, vou exigir a abertura dos contratos de concessão, fiscalizar a Artesp e votar contra cada nova praça de pedágio. Vou cobrar do Governo do Estado quanto a população paga, quanto as empresas lucram e quanto disso volta de fato à população na qualidade do serviço. Rodovia é serviço público. Não é caixa eletrônico de concessionária.