Enquanto o mundo assistia à fome em Gaza pela televisão, eu decidi agir. Em 2025 embarquei na Global Sumud Flotilla, uma missão civil com mais de 40 barcos e gente de dezenas de países, levando alimentos, água e medicamentos para a população palestina sob bloqueio.
Durante a viagem, a flotilha foi alvo de drones e teve as comunicações bloqueadas. Em 1º de outubro, fomos interceptados pela Marinha de israel em águas internacionais. Fui sequestrada e levada para uma prisão israelense junto com outros brasileiros, entre eles uma deputada federal, e com centenas de ativistas de outros países. Minha família ficou dias sem notícias. Voltei ao Brasil deportada, mas voltei com a certeza de que tinha feito o que devia.
Fui porque a solidariedade entre os povos deve ser concretizada em ações. Uma parlamentar que defende direitos humanos precisa estar disposta a colocar o corpo onde eles estão sendo violados.
Política externa é decisão do governo federal, e não vou fingir o contrário. Mas na ALESP vou usar a tribuna, as audiências públicas e a Comissão de Direitos Humanos para manter Gaza em pauta. Vou cobrar do governo paulista transparência sobre contratos e acordos com empresas ligadas à ocupação. Quem não recuou diante de um exército não vai recuar no plenário.