São Paulo registra casos de feminicídio toda semana, e muitas dessas mulheres já tinham pedido ajuda antes. Faltou delegacia especializada aberta à noite, casa-abrigo com vaga e medida protetiva cumprida. A violência contra a mulher não é fatalidade. Ela é resultado de uma rede de proteção que não funciona.
Em Campinas, transformei essa luta em lei. Em 2026 foi sancionada a lei de minha autoria que proíbe exigir autorização do marido ou de terceiros para colocar DIU. Parece óbvio, mas não é: mulheres adultas eram barradas no serviço de saúde por falta da assinatura do cônjuge. Também propus aluguel social para mulheres que precisam sair de casa para escapar do agressor, formação de doulas no SUS e o ensino da Lei Maria da Penha nas escolas, porque a prevenção começa cedo.
Na ALESP, vou criar um observatório para acompanhar a implantação dos equipamentos previstos na Lei Maria da Penha, sobretudo no interior, onde uma mulher pode ter que viajar horas até a delegacia especializada mais próxima. Vou brigar para que pelo menos 10% do orçamento estadual seja destinado ao enfrentamento da violência de gênero, com dinheiro carimbado e fiscalizado. Também vou enfrentar a cultura red pill e a misoginia que circula nas redes e chega às escolas, antes que ela forme a próxima geração de agressores. O programa Mulheres e Meninas Vivas tem um objetivo concreto: nem uma a menos.