Enchente que invade a casa, calor que faz a conta de luz disparar, fumaça de queimada que fecha escola e manda criança para o pronto-socorro, torneira seca no meio do ano. A crise climática deixou de ser uma previsão de cientista e virou uma conta que o paulista paga todo verão e todo inverno. Quem mais sofre é quem mora na beira do córrego, na periferia sem árvore e no bairro que o poder público esqueceu.
Em Campinas, apresentei proposta sobre segurança de barragens, porque a gente sabe o que acontece quando ninguém fiscaliza. Ajudei a criar a Comissão Popular da Água e do Clima, reunindo moradores, pesquisadores e movimentos. Estive nas mobilizações para proteger áreas verdes, árvores e nascentes que a especulação imobiliária queria engolir, e cobrei respostas da prefeitura depois de cada evento extremo.
Mas as grandes decisões sobre água, floresta, rios e rodovias são tomadas no âmbito estadual. É lá que a mudança precisa acontecer.
Na ALESP, vou propor um Plano Estadual de Ação Climática: política climática paulista atualizada, dinheiro de verdade para adaptação e resiliência e apoio direto aos municípios que não têm estrutura para se preparar. Vou defender a criação de uma brigada estadual de combate às queimadas, que devastam o interior todo ano. E vou lutar pela reestatização da Sabesp, porque água não é ativo de acionista, é direito de quem abre a torneira.