O fascismo não chega de uma vez. Ele começa com piada, pichação e discurso de ódio nas redes. Depois vêm as ameaças, o recrutamento de adolescentes e a violência nas ruas. Quando a sociedade finge que não vê, ele cresce.
Em Campinas, eu vi esse processo de perto. Símbolos nazistas apareceram pela cidade, e em seguida vieram agressões atribuídas a grupos neonazistas organizados. Ajudei a criar a CPI Antifascista na Câmara Municipal para investigar quem eram esses grupos, como se organizavam e como aliciavam jovens. Por fazer esse enfrentamento, sofri ataques e ameaças. Não recuei.
Esse problema não se resolve dentro de um município. Os grupos extremistas recrutam pela internet, circulam entre cidades e se organizam em escala estadual. Por isso, a resposta também precisa ser estadual.
Na ALESP, vou propor o programa SP Antifascista. Ele articula escola, segurança pública e assistência social para identificar grupos extremistas, interromper o aliciamento de adolescentes e acolher quem está sendo capturado por esse discurso. Vou cobrar das polícias e da Secretaria de Segurança Pública que crime de ódio seja investigado como crime de ódio, com dados públicos e responsabilização. E vou usar a tribuna para defender a democracia sempre que ela for atacada.